O DESAFIO DE FÁBIO CORREA: EVITAR O ESQUECIMENTO
Antônio Lima, Mauro Abadia, Sônia Melo, Alex Batista e Gisele Araújo. Esses nomes fizeram história em Cidade Ocidental, mas hoje vivem na sombra do que já foram. A maioria raramente aparece na mídia ou é mencionada nas conversas do dia a dia. Quando são lembrados, muitas vezes é por episódios controversos, como, por exemplo, as notícias acerca das condenações de Alex Batista.
Agora, Fábio Correa está prestes a se juntar ao grupo dos ex-prefeitos. Com o mandato chegando ao fim, surge a pergunta que inquieta muitos: qual será o futuro político e pessoal de Fábio a partir de janeiro?
Fábio, no entanto, carrega consigo um legado difícil de ignorar. Ao longo de seus oito anos à frente da prefeitura, ele foi responsável por transformar Cidade Ocidental, entregando mais de 200 obras que impactaram a vida dos moradores. Estradas, escolas, postos de saúde e outras iniciativas marcaram sua gestão e colocaram o município em outro patamar de desenvolvimento.
Ainda assim, a história política da cidade não perdoa. É comum que aliados de hoje se tornem indiferentes amanhã. A cada dia que passa, as promessas de fidelidade eterna começam a se dissipar, substituídas por um silêncio desconfortável. Esse é o ciclo da “amnésia política” que assombra quem deixa o poder.
Para não cair no esquecimento e evitar o destino comum em Cidade Ocidental, Fábio Correa pode adotar uma estratégia diferente. Primeiro, ele deve manter-se ativo na vida pública, transformando-se em um articulador político mesmo fora do cargo. Participar de debates, promover projetos sociais e liderar iniciativas comunitárias pode consolidar sua relevância além do mandato.
Além disso, a transparência sobre os legados de sua gestão pode ser um diferencial. Ao garantir que as principais conquistas de seu governo sejam reconhecidas e continuem a beneficiar a população, ele evita ser apagado pelo tempo. Fábio tem a chance de se tornar uma exceção em Cidade Ocidental – alguém que não apenas deixou o cargo, mas que continuou sendo lembrado por suas ações e contribuições.
O fim do mandato não precisa ser o fim da influência. Cabe a ele reescrever esse capítulo.
Por Jânio Gomes